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Em quem votar?

Esperando que nenhum de vocês leve a mal este post, venho apelar-vos a que no domingo votem!
Podia até dizer que “não importa em quem, mas votem”…mas como sabem até me importo…e penso que além da responsabilidade de ir votar, há também a responsabilidade de não votar em quem prejudica todos os Portugueses.

Deixo-vos com este link : http://www.parlorama.eu/en/european-deputies-portugal/0-0-0/ e com este “pequeno” texto para quem tiver pachorra de ler…

“Em quem votar?

Esta é uma pergunta pertinente nos dias que correm. As pessoas que a fazem podem dar-se por felizes. Se a fazem é porque conseguiram resistir à campanha dos partidos do sistema e da comunicação social contra a política e os políticos. Porque a esmagadora maioria repete a ideia de que são todos iguais e que só querem encher os bolsos. Senão, vejamos. O PS, o PSD, o CDS-PP e, já agora o PPM, participaram de forma mais ou menos activa na destruição das conquistas de Abril. Foram eles que durante as últimas três décadas deram voz aos interesses do capital. E são tão culpados que os eurodeputados do PS e do PSD estiveram de acordo em 93 por cento das vezes no Parlamento Europeu.

Agora montaram um interessante circo de variedades em que se degladeiam com toda a violência. Mas numa violência que não desfere qualquer golpe político. Porque no essencial são o mesmo. As duas faces do capitalismo português. Quando o PSD se afundou no lamaçal do BPN, Vital Moreira e o PS desataram à gargalhada. Para logo se calarem. Afinal, o e-mail de Abdool Vakil mostra como funcionam as coisas. É este o circo em que vivemos. Abdool Vakil, acusado há anos pela revista Visão de financiar o “terrorismo islâmico”, dá uma mãozinha a uns e a outros. Que importa desde que o capital se mantenha intacto?

Mas isto é apenas a ponta do iceberg. Infelizmente, já poucos se lembram de que o PSD foi condenado a pagar uma multa por ter recebido um financiamento ilegal da Somague. Ou do “abandono” de Jorge Coelho da vida política para abraçar a generosa causa de conduzir os destinos da construtora Mota-Engil. E de todos os que de um ou de outro partido assumiram cargos de direcção em empresas de áreas em que antes haviam sido ministros ou secretários de Estado. Não é preciso ser-se jornalista ou investigador para chegar à clara conclusão de que tanto o PS como o PSD estão envolvidos em práticas ilegais ou nada éticas de promiscuidade entre o poder político e o poder económico. Em relação ao CDS-PP basta recordar o esquema dos submarinos e as famosas fotocópias tiradas à pressa.

Certamente que qualquer pessoa se revolta contra o actual estado de coisas e é levada a pensar que todos são iguais. Primeiro porque se não estivermos muito atentos parece que só existe o PS e o PSD e em segundo lugar porque a campanha mediática contra os políticos e os partidos é acompanhada pelo Bloco de Esquerda e por movimentos de origens muito duvidosas. Movimentos que em muitos dos casos apresentam as mesmas ideias que o PS e o PSD mas com roupagens diferentes. Laurinda Alves do Movimento Esperança Portugal admitia que concordava com a Constituição Europeia e que gostava de Durão Barroso e do seu trabalho. E Manuel Alegre que colaborou com a direita durante o processo revolucionário e grande ídolo das gentes da Rua da Palma já mostrou a sua verdadeira face. Um oportunista que vacila entre as opções que melhor lhe podem servir o ego.

É neste contexto que o trabalho dos eurodeputados da CDU, Ilda Figueiredo e Pedro Guerreiro, é desvalorizado e escondido nas gavetas das redacções. Não importa que se saiba que a CDU foi a que mais trabalhou no Parlamento Europeu. Não importa que se saiba que Miguel Portas do Bloco de Esquerda não foi mais do que um turista em Bruxelas. E não importa que se saiba – repito – que em 93 por cento das ocasiões PS e PSD estiveram de acordo. Mas não se trata apenas disto. Não se trata apenas do muito trabalho que se faz. Uma vez que não somos tecnocratas valorizamos o conteúdo das propostas apresentadas pela CDU e os protestos levados pelas bocas de Ilda Figueiredo, de Pedro Guerreiro e de Sérgio Figueiredo desde Portugal até Bruxelas.

Porque o nosso Partido não é um partido eleitoralista. Nas instituições apresentamo-nos trabalhadores e combativos. Levamos a voz dos sem voz e agitamos nas ruas por uma ruptura com o sistema capitalista. Não defendemos a reforma da União Europeia nem uma Constituição como o Bloco de Esquerda. Defendemos uma Europa de cooperação entre Estados iguais e soberanos. Uma Europa de progresso e de paz.”
(retirado daqui)

Em quem votar? Em quem trabalha pelo Pais!
Domingo vota CDU!

Há coisas que me dão vontade de emigrar…

… os católicos andam a passear estátuas em barcos da marinha portuguesa (gostava de saber quem paga…), e o nosso (cof) Governo e Presidente da República participam na dita cuja coisa dizendo coisas lindas como “o Presidente da República deve estar presente nas efemérides que têm um profundo significado para muitos milhares de portugueses, as multidões que se têm associado às comemorações do cinquentenário do Cristo Rei são a demonstração do significado religioso que o monumento tem para os católicos portugueses, mas também o significado que tem como símbolo de paz e de concórdia”/”nos tempos de crise é normal que os crentes procurem um abraço do Cristo Rei como consolo e como protecção.”

… Não vi o senhor PR no desfile do 25 de Abril que também tem um significado muito especial para grande parte da população portuguesa e cujo significado também aumenta nestas alturas de dificuldades…

Pensei que o pais era laico… mas se calhar, em tempos de crise deixa de ser…

Dia da Vitória!

Exercito Vermelho

Quem comemora o “Dia D” devia olhar melhor para o calendário e passar a comemorar o Dia da Vitória.

Hoje comemoram-se os 64 anos da libertação do mundo da ameça nazi-fascista – comemora-se o dia em que o Exército Nazi capitulou perante o  Exército Vermelho, que havia algumas semanas antes marchado sobre Berlim, e libertado dezenas de campos de concentração [ao contrário do que os que reescrevem a história nos tentam impingir que teriam sido os Americanos a “salvar” a Europa.

Abril é…

A População de Alfama recusa-se a aceitar o abandono a que foi deixado o seu Bairro e Património

A APPA – Associação do Património e da População de Alfama decidiu avançar com um abaixo assinado junto da população de Alfama, e de todos quanto os se preocupam e gostam deste Bairro com vista a pressionar a Câmara de Municipal de Lisboa a avançar com as devidas diligências para resolver as situações de abandono com obras paradas que privam a população de Alfama das condições minimas de habitabilitade e tornam este bairro histórico da capital portuguesa um estaleiro de obra que põe em risco população e visitantes e deixa junto destes últimos uma péssima imagem do nosso pais.

Os interessados poderão ler mais informação no site da APPA, ou assinar o abaixo assinado em diversos locais da freguesia assim como online em : http://www.petitiononline.com/alfama

Pelo direito ao trabalho com Direitos! Mais de 200 mil na rua!

mardegente

Mar de gente hoje a invadir Lisboa. Pelo direito ao trabalho com Direitos!

Levanta-te juventude!

Comme un éclat de rire
Vient consoler tristesse
Comme un souffle avenir
Viens raviver les braises
Comme un parfum de souffre
Qui fait naître la flamme
Jeunesse lève toi

Contre la vie qui va qui vient
Puis qui s’éteint
Contre l’amour qu’on prend, qu’on tient
Mais qui tient pas
Contre la trace qui s’efface
Au derrière de soi
Jeunesse lève toi

Moi contre ton épaule
Je repars à la lutte
Contre les gravités qui nous mènent à la chute
Pour faire du bruit encore
A réveiller les morts
Pour redonner éclat
A l’émeraude en toi

Pour rendre au crépuscule
La beauté des aurores
Dis moi qu’on brûle encore
Dis-moi que brûle encore cet espoir que tu tiens
Parce que tu n’en sais rien de la fougue et du feu
Que je vois dans tes yeux ?
Jeunesse lève toi !

Quand tu vois comme on pleure
A chaque rue sa peine
Comment on nous écoeure
Perfusion dans la veine
A l’ombre du faisceau
Mon vieux tu m’aura plus !
Ami dis quand viendra la crue

Contre courant toujours sont les contre-cultures,
Au gré des émissions leurs gueules de vide-ordures ?
Puisque c’en est sonné la mort du politique,
L’heure est aux rêves
Aux Utopiques !

Pour faire nos ADN
Un peu plus équitables,
Pour faire de la poussière
Un peu plus que du sable
Dans ce triste pays
Tu sais un jour ou l’autre
Faudra tuer le père
Faire entendre ta voix
Jeunesse lève toi !

Au clair de lune indien
Toujours surfer la vague
A l’âme
Au creux des reins
Faut aiguiser la lame
Puisqu’ici il n’y a qu’au combat qu’on est libre
De ton triste sommeil, je t’en prie libère-toi !

Puisqu’ici il faut faire des bilans et du chiffre
Sont nos amours toujours au bord du précipice,
N’entends-tu pas ce soir chanter le chant des morts
Ne vois tu pas le ciel à la portée des doigts ?
Jeunesse lève toi !

Comme un éclat de rire
Vient consoler tristesse,
Comme un souffle avenir
Vient raviver les braises
Comme un parfum de souffre
Qui fait naître la flamme
Quand plongé dans le gouffre on sait plus où est l’âme
Jeunesse lève toi !

Contre la vie qui va qui vient
Puis qui nous perd,
Contre l’amour qu’on prend qu’on tient
Puis qu’on enterre
Contre la trace qui s’efface
Au derrière de soi ?
JEUNESSE LÈVE-TOI !

Au clair de lune indien
Toujours surfer la vague
A l’âme
Au creux des reins
Faut aiguiser la lame
Puisqu’ici il n’y a qu’au combat qu’on est libre
De ton triste coma, je t’en prie libère-toi !
Puisqu’ici il faut faire des bilans et du chiffre
Sont nos amours toujours au bord du précipice,
N’entends-tu pas ce soir chanter le chant des morts
A la mémoire de ceux qui sont tombés pour toi
Jeunesse lève toi

Olha o sol que vai nascendo…

( Lisboa > Alfama > São Miguel > 25/04/2008 > 06.30 )

Cobre-te canalha
Na mortalha
Hoje o rei vai nu
Os velhos tiranos
De há mil anos
Morrem como tu
Abre uma trincheira
Companheira
Deita-te no chão
Sempre à tua frente
Viste gente
Doutra condição
Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores
Livra-te do medo
Que bem cedo
Há-de o Sol queimar
E tu camarada
Põe-te em guarda
Que te vão matar
Venham lavradeiras
Mondadeiras
Deste campo em flor
Venham enlaçadas
De mãos dadas
Semear o amor
Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores
Venha a maré cheia
Duma ideia
P’ra nos empurrar
Só um pensamento
No momento
P’ra nos despertar
Eia mais um braço
E outro braço
Nos conduz irmão
Sempre a nossa fome
Nos consome
Dá-me a tua mão
Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores

(José afonso – coro da primavera)

Há que fazer com que Abril se cumpra!

Mais 100.000 na rua!

Mais 100.000 na rua, desta vez os professores a lutar pela dignidade da sua classe profissional!

Serão todos comunistas senhor primeiro ministro? Serão mais de 2/3 dos professores deste pais Comunistas? Então o pais tem por certo um futuro próximo socialista e comunista!

É de louvar que os media desta vez mostrem em directos a manifestação com helicopteros e tudo! Onde estavam aquando da saida de 200.00 trabalhadores em Lisboa o ano passado?

Cada vez mais pessoas saem à rua! É preciso o governo deixar de ser prepotente e passar a dialogar e ouvir o povo e os trabalhadores! A democracia não acaba no voto.

Porta 65

Após o debate e concertos de hoje em que se juntaram dezenas de jovens contra este novo programa do estado, falta ainda a segunda parte do fim-de-semana de contestação… a manifestação.

Em Lisboa: concentração às 16.30 no Rossio seguindo até à Praça do Comércio.
No Porto: concentração às 16h30 na Praça da Batalha seguindo depois para Santa Catarina – Bolhão – Aliados.

Porta 65 - 2

“(…) A contestação, que teve a sua primeira acção a 20 de Dezembro, pretende obrigar à revogação da lei que institui o Porta 65 Jovem e à criação de regras mais justas.

As candidaturas ao programa Porta 65 – Jovem terminaram no passado dia de 3 Janeiro, após sucessivos adiamentos atestando o completo falhanço desta primeira fase de candidaturas. Das 15 a 20 mil candidaturas esperadas apenas se efectuaram cerca de 3500. O movimento Porta 65 Fechada estima que entre 15 a 17 mil jovens, antigos beneficiários do programa de apoio anterior, ficaram automaticamente excluídos da possibilidade de se virem a candidatar.”

Mais informações em http://www.porta65fechada.net.

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