World’s Best Big Brother

 

“Comissão Nacional de Protecção de Dados considera compromisso inconstitucional – Parlamento disse sim à partilha de dados biométricos com os EUA” [ Público ]

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“O cidadão norte-americano detido pela PJ que estava em Portugal há mais de duas décadas era tido como natural da Guiné-Bissau e tinha Bilhete de Identidade português” [ Público ]

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“United States officials worked with Portuguese authorities to follow that lead, using the Portuguese national identity database, which includes fingerprints. The fingerprints that the authorities in the United States had for Mr. Wright matched prints on file from Mr. Dos Santos, Mr. Schroeder said.” [ NY Times ]

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[E já agora, porque é que os jornais dão tanto destaque ao facto de o Mr. Wright ser um homicida, e pouco destaque dão a que ele era um activista politico? E que os seus restantes companheiros, presos em França não foram extraditados para os EUA precisamente por causa disso?]

6 Comments

  1. Luis Silva

    2011/09/29 at 23:30

    Quem é que quer saber se alguém é activista se a pessoa é homicida? Só alguém que não bate bem da cabeça!

    • Porque nem tudo é preto e branco. Porque se calhar este caso tem mais a ver com perseguição racial do que com um homicidio?

  2. Luís Bastos

    2011/09/30 at 07:59

    O homem até podia ser o prémio Nobel da paz. O tipo é um homicida, o que interessa o resto?
    É mais importante para o publico saber que ele foi activista do que homicida? Francamente…Não havia necessidade.

    • E sendo homicida, não interessa como foi apanhado…
      Não interessam direitos humanos.
      Não interessa direito internacional.
      Registo.

  3. Luís Bastos

    2011/09/30 at 09:07

    Mas alguém falou em não respeitar os direitos internacionais e os direitos humanos? Eu não.
    Eu só disse que sendo um homicida julgado, condenado, preso e foragido não vejo a relevância de ele ser um activista politico.
    Eu comentei a seguinte frase (e mais nada):
    “E já agora, porque é que os jornais dão tanto destaque ao facto de o Mr. Wright ser um homicida, e pouco destaque dão a que ele era um activista politico?”
    Já agora este senhor também desviou um avião, fez reféns e pediu um resgate de um milhão. No meu dicionário isso não é um activista politico, é um bandido.

  4. A partilha de informação classificada — a base de dados com as impressões digitais e dados de ADN dos cidadãos portugueses — com uma potência estrangeira, mesmo que amiga, é, no meu dicionário, traição e/ou espionagem. Para além disso, ao contrário do que sugere Paulo Portas no artigo d’O Público referido, não podem ter sido apenas as impressões digitais de pessoas com cadastro criminal que foram partilhadas, porque nesse caso as de George Wright não constariam nesse grupo.

    Por isto, acho que tanto os deputados que aprovaram a proposta de resolução como os órgãos do estado que a efectivaram deviam provavelmente sentar-se no banco dos réus… mas isto sou só eu a dizer.

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