Miguel Cadilhe, ministro das Finanças do Governo de Cavaco Silva vem agora declarar que “Não deveríamos ter entrado para o euro” tendo em conta “desproporção e a inadequação entre a moeda única e a nossa estrutura produtiva”. Cadilhe diz-nos que cedo avisou para este problema, mas como o próprio também diz “A moeda do euro não começou há 10 ou 12 anos, como agora muitas vezes se diz, começou há 20, nessas antecâmaras do euro” e Cadilhe foi um dos envolvidos em todo este processo, não tendo levantado um dedo para o contrariar. [ http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=2436272&especial=Revistas+de+Imprensa&seccao=TV+e+MEDIA ]

Ao contrário de Cadilhe, o PCP desde cedo se mostrou contra a entrada de Portugal na UE e no Euro, chamando a atenção para o que ai vinha.

É interessante ler os pontos chave que o PCP destacava na altura:

1. PORTUGAL CADA VEZ MAIS DISTANTE DOS PAÍSES RICOS.
2. MAIS DESEMPREGO, MAIS GOLPES NOS DIREITOS SOCIAIS, BAIXOS SALÁRIOS, FALÊNCIAS.
3. SACRIFÍCIOS PARA LÁ ENTRAR E SACRIFÍCIOS AINDA MAIORES PARA LÁ CONTINUAR.
4. SOBERANIA NACIONAL REDUZIDA A MUITO POUCO, PORTUGAL A SER GOVERNADO DO ESTRANGEIRO.

[Declarações de Carlos Carvalhas (1998) http://www.pcp.pt/actpol/temas/moeda/cc980504.html
Folheto sobre o Euro (1998) http://www.pcp.pt/actpol/temas/moeda/folheto.html
Dossier “O PCP e O euro” (1998) http://www.pcp.pt/o-pcp-e-o-euro-dossier]

E verificarmos…que todos eram e são verdade. Se na altura um referendo era imprescindível, claramente não o deixou de ser hoje, numa altura em que a Constituição é pisada todos os dias “porque não há dinheiro”, numa altura em que o Governo de Portugal, não passa, de forma muito mais clara que anteriormente de uma representação fantoche de interesses trans-nacionais, indo inclusivé “representar” Portugal e os Portugueses (!!) a países estrangeiros, mostrando como estamos de pernas abertas [ http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=537624&tm=6&layout=121&visual=49 ] violando todas as suas obrigações como governante, e estando no limiar do crime de traição à Pátria (” Ofender ou puser em perigo a independência do País” – Artigo 308 CP).